Saídas de emergência

Saídas de emergência, como o nome já diz, é o local onde todos irão passar em caso de sinistro em uma edificação. Na área de segurança do trabalho também devemos estar a par do que é e como funciona a legislação para esse dispositivo de segurança tão importante para salvar vidas!

Aqui você irá tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto!

O que são as saídas de emergência?

O que são as saídas de emergência?

Segundo a NBR-9077, saídas de emergência, rota de fuga, rota de saída ou saída é o caminho contínuo, devidamente protegido e sinalizado, proporcionado por portas, corredores, “halls”, passagens externas, balcões, vestíbulos, escadas, rampas, conexões entre túneis paralelos ou outros dispositivos de saída, ou combinações desses, a ser percorrido pelo usuário em caso de emergência, de qualquer ponto da edificação, recinto de evento ou túnel, até atingir a via pública ou espaço aberto (área de refúgio), com garantia de integridade física.

Em outras palavras, é uma saída especial para emergências como um incêndio: o uso combinado de saídas regulares e especiais permite evacuação rápida, enquanto fornece uma alternativa se a rota para a saída regular for bloqueada pelo incêndio, etc.

O design do sistema de saída de emergência deve estar em condições que garantam conforto e segurança mínimos para o usuário. Esta é uma parte fundamental de uma evacuação bem-sucedida de pessoas das áreas afetadas por sinistros. Após alguns segundos, uma pessoa é submetida a intenso estresse físico e emocional, para o qual, em regra, não está preparada, e o local deve estar livre de riscos desnecessários.

Atualmente, nossas leis são rigorosas em algumas situações, deixando lacunas em outras. As saídas de emergência se ajustam a nessas lacunas porque em alguns municípios não existem leis que definam a obrigação de seguir certas diretrizes ou o padrão brasileiro para o assunto, NBR 9077.

Fatores para a implantação de saídas de emergência

Existem diversos fatores cada qual com a sua importância que devem ser observados para a implantação correta de uma saída de emergência, tais como:

  • Fator humano;
  • Densidade ocupacional;
  • Mobilidade

As saídas dos edifícios, como átrios, vestíbulos, passagens, corredores, escadas, rampas e portas, deverão ser dimensionadas de modo a permitir que todos os ocupantes da área envolvida por um incêndio alcancem o local no menor espaço de tempo, antes de serem alcançadas pelo fogo ou fumaça.

O dimensionamento da largura total, posição e números de saídas, com o objetivo de proporcionar meios seguros de escoamento dos ocupantes de um edifício, dependem de dois fatores constantes e quatro variáveis:

Fatores constantes:

  • Largura da unidade de saída;
  • Quantidade de pessoas que podem passar por unidade de saída, na unidade de tempo.

Fatores variáveis:

  • Tipo de construção;
  • Natureza da ocupação do imóvel;
  • Espaço de tempo para a evacuação;
  • Limite máximo de distância a percorrer.

Todas as saídas de emergência devem ser dimensionadas em função da população da edificação independente do seguimento. A população de cada pavimento da edificação é calculada por tabela própria de dimensionamento de saídas de emergência, considerando sua ocupação dada na tabela de Classificação das Edificações e Área de Risco quanto à Ocupação do Regulamento de Segurança contra incêndio.

Cálculo para dimensionamento de população

Para saber qual a população para a qual deve ser dimensionada a saída de emergência de uma determinada edificação, é necessário a observância nas duas tabelas abaixo, realizando um cruzamento de informações entre as tabelas para qual será a população estimada. Como segue no exemplo abaixo:

Digamos que se trate de um pequeno mercado, térreo, com 650m² de área edificada, mais 150m² de área descoberta para estacionamento. De acordo com a tabela 4 será uma ocupação C-2. A população estimada deverá ser de 4 pessoas por m².

Logo, 650 / 4 = 162,5, ou seja, 163 pessoas.

Obs.: Note que a área de estacionamento, não edificada, apesar de necessitar de proteção por extintores de incêndio, não necessita ser levada em consideração por ser áea livre descoberta.

dados para dimensionamento das saídas de emergência
dados para dimensionamento das saidas de emergencia
dados para dimensionamento das saídas de emergência

Largura das saídas de emergência

A largura mínima para as saídas de emergência será de 1,20m, exceto nos seguintes casos:

  • 1,65m, correspondente a três unidades de passagem de 0,55 m, para as escadas, acessos (corredores e passagens) e descargas nas ocupações do grupo H-2 e H-3;
  • 2,20 m, correspondente a quatro unidades de passagem de 0,55 m, para as rampas, acesso às rampas e descarga das rampas, nas ocupações do Grupo H-2.

As saídas de emergência são dimensionadas em função de uma medida chamada “Unidade de passagem”, que vale 0,55m.

Voltando ao exemplo citado acima, pela unidade da tabela, percebemos que cada Unidade de Passagem, para essa ocupação, tanto no acesso/descarga, quanto nas portas, permite a passagem de 100 pessoas. Como a população é de 163 pessoas, necessitaremos de no mínimo duas unidades de passagem em uma só porta, para permitir o escape das pessoas do mercado. Ou duas portas, conforme abaixo.

Logo, o mercado deveria possuir uma saída com duas Unidades de Passagem de 0,55 m cada, ou seja, com 1,10 m de largura. Como a largura mínima para saídas é de 1,20 m, essa será a largura da saída. Caso o proprietário do mercado queira efetuar a saída por duas portas, ambas deverão possuir 0,80 porque essa é a largura mínima admitida para as portas de saídas de emergência. E cada porta valerá por uma unidade de passagem.

Distância máxima a ser percorrida

Outro fator básico a ser considerado é a distância máxima a ser percorrida até a saída de emergência. Essa distância deverá ser maior ou menor em função da existência de uma ou mais saídas (distantes no mínimo 12 metros uma da outra). As distâncias máximas a serem percorridas são as constantes da tabela abaixo:

 Classificação das edificações quanto às suas características construtivas

X = Edificações em que o crescimento e a propagação do incêndio podem ser fáceis e onde a estabilidade pode ser ameaçada pela ação do incêndio. São normalmente as construções com estruturas e entrepisos combustíveis.

Y = Edificações onde um dos três eventos é provável: rápido crescimento do incêndio; propagação vertical do incêndio; colapso estrutural. São normalmente edificações com estrutura resistente ao fogo (concreto ou metálica protegida), mas com fácil propagação de fogo entre os pavimentos.

Z = Edificações concebidas para limitar o: rápido crescimento do incêndio; propagação vertical do incêndio; colapso estrutural. São os prédios com estrutura resistente ao fogo e isolamento entre pavimentos.

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