o que são os riscos ergonômicos

Os riscos ergonômicos são riscos capazes de causar desconforto a um funcionário por razões fisiológicas ou psicológicas.

Para poder falar sobre a existência de risco ergonômico no ambiente de trabalho, basta que o funcionário esteja em uma situação desconfortável e incômoda ao realizar sua atividade. Consequentemente, a presença de riscos ergonômicos não está necessariamente associada a sérios riscos de acidentes no ambiente de trabalho.

Os riscos ergonômicos, diferente de outros riscos ambientais, são difíceis de serem identificados no local de trabalho. Eles são vistos como riscos amplos e subjetivos, à medida que surgem, a partir do momento em que as circunstâncias de sua atividade laboral prejudicam o bem-estar dos trabalhadores.

Riscos Ergonômicos

Alguns dos principais riscos ergonômicos que podem ser encontrados nos ambientes de trabalho:

• Posições inadequadas no local de trabalho;

• Repetitividade durante a realização de suas atividades;

• Monotonia na atividade realizada;

• Iluminação inadequada;

• Levantamento de carga;

• Situações de estresse mental.

Conhecendo os principais riscos ergonômicos

Conhecendo os principais riscos ergonômicos no local de trabalho!

Postura inadequada

A postura inadequada pode causar lesões, cansaço e esgotamento de certas áreas do corpo, como mãos, ombros, coluna e parte inferior das costas. Por isso, há um envolvimento maior do sistema osteomuscular, capaz de ocasionar a ocorrência de LER / DORT.

Se a posição inadequada estiver relacionada à repetitividade da atividade, pode ser ainda mais danoso à saúde do trabalhador, podendo contribuir para uma variedade de consequências.

Por exemplo, em condições em que é indispensável trabalhar sentado, é muito importante que a cadeira dê sustentação total à coluna e que proporcione um ângulo de 90° para as pernas. Do mesmo modo, os cotovelos tem que estar na mesma posição, apoiando-se de modo correto na mesa.

Para as atividades realizadas em pé, a melhor opção é que a organização dos móveis seja feita de forma que considere a altura do colaborador e suas necessidades. Além do mais, deve-se incentivar os funcionários a corrigir a postura.

Repetitividade

Atividades repetitivas podem causar cansaço e desgaste, tanto física quanto psicologicamente aos funcionários.

Fisicamente, as atividades repetitivas ameaçam o sistema osteomuscular, resultando em lesões e inflamações. Como, por exemplo, podemos citar: tendinite, bursite, lombalgia e dor crônica na coluna vertebral.

No aspecto psicológico, podemos citar: ansiedade, estresse e depressão

A maioria dos problemas causados por movimentos repetitivos fazem parte dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) e das Lesões por Esforços Repetitivos (LER). Consequentemente, os danos causados pela repetitividade dos movimentos no trabalho criam várias implicações para a qualidade de vida dos colaboradores.

A melhor maneira de lidar com esse problema é definir intervalos frequentes. A ginástica laboral é outra boa prática, pois ajuda a fortalecer os músculos e articulações utilizados na atividade, evitando seu desgaste intenso.

Monotonia

Um trabalho muito monótono pode levar ao desenvolvimento de distúrbios psicológicos, como ansiedade e até depressão.

Além de ser um pré-requisito para a desmotivação e ao absenteísmo, isso pode fazer com que o funcionário esteja fisicamente, mas mentalmente ausente, o que afeta diretamente a sua produtividade.

Um exemplo de tais condições são tarefas burocráticas ou que exigem total atenção aos detalhes, mas sem grandes mudanças. Fazendo com que o empregado acabe se tornando cada vez menos interessado na atividade, o que ameaça sua saúde psicológica.

Se esse problema está relacionado à repetitividade e ao ritmo intenso do trabalho, as consequências psicológicas podem ser ainda maiores. Para lidar com isso, é importante buscar a maior variedade atividades para diversificar a atuação deste funcionário no trabalho.

Iluminação inadequada

A iluminação inadequada pode prejudicar os trabalhadores, tanto em caso de iluminação excessiva quanto de iluminação insuficiente.

Podemos mencionar problemas de visão, dores de cabeça, irritação e estresse, bem como erros que podem levar a acidentes do trabalho.

Um ambiente que é excessivamente iluminado de forma natural pode ter níveis muito intensos de radiação ultravioleta, causando possíveis problemas de saúde para o funcionário. Mesmo a falta de iluminação torna o ambiente quase insalubre, contribuindo para a chamada vista cansada.

NR 17 define parâmetros que são considerados seguros, para que o ambiente de trabalho esteja devidamente iluminado e isso deve ser praticado. Uma das questões mais importantes é que a iluminação deve ser planejada para evitar reflexos ou ofuscamento, proporcionando o campo de visão do funcionário.

Para tanto, a iluminação deve ser difundida, ou seja, não deve ser intensa e direta, bem como distribuído em todo o ambiente, evitando cantos escuros ou excessivamente iluminados.

Levantamento e manuseio de cargas

Realizar o levantamento ou o manuseio manual de mercadorias é uma atividade de risco para a saúde física de um funcionário, pois, quando feita incorretamente, pode levar a lesões em seu sistema musculoesquelético.

Isso pode levar a dores intensas na coluna, parte inferior das costas, ombros, braços e pulsos. Levantar cargas pesadas continuamente de forma inadequada também pode causar o surgimento de LER e DORT.

Com o tempo, o empregado pode ter sérias complicações que levarão ao seu afastamento temporário ou, em casos mais sérios, a afastamento permanente devido a incapacidade física.

Este tipo de ação deve ser combatido, e os colaboradores nunca devem ser encorajados a realizar levantamento de cargas que excedam sua capacidade física ou que possam causar claramente quaisquer danos ou consequências ao corpo.

Também é importante que a postura na execução desta tarefa esteja correta, por exemplo, que algumas áreas da coluna não são mais exigentes do que outras.

Situações de estresse mental

Jornada de trabalho prolongada

Jornadas de trabalho de 10 ou 12 horas por dia pode ser considerado um risco ergonômico.

O aumento nas horas de trabalho pode causar estresse, irritação, cansaço e outros transtornos devido ao esforço excessivo (físico e mental) do trabalhador. Isso pode ocasionar a chamada síndrome de burnout ou esgotamento profissional, ocasionando diminuição da produtividade e motivação do funcionário para realizar suas atividades.

Trabalho Intensivo

Mesmo trabalhando em uma jornada de trabalho de 8 horas, um funcionário pode estar exposto a um ritmo de trabalho excessivo.

Isso acontece quando um funcionário executa muitas tarefas em um curto período de tempo, trabalhando mais intensamente do que o normal.

O ritmo intenso de trabalho em um curto período pode causar: esforço mental e físico, ansiedade, hipertensão, gastrite, úlceras, depressão, entre outros transtornos.

Cobrança excessiva de produção

A cobrança excessiva de produtividade também pode provocar o desenvolvimento de vários distúrbios mentais em um funcionário, tais como: irritação, estresse, cansaçoáre, mau humor, insatisfação, entre outros problemas.

Tais situações geralmente ocorrem em atividades que exigem altos níveis de concentração e entrega de resultados elevados e efetivos (por exemplo, atendentes de telemarketing).

Leia também: Como prevenir acidentes ergonômicos

Controle dos riscos ergonômicos e medidas de prevenção

Medidas preventivas e controle dos riscos ergonômicos!

Os riscos ergonômicos podem gerar complicações severas à saúde de um funcionário. Como resultado, a causa de perda de desempenho em seu trabalho, o que é prejudicial para toda a produtividade da empresa. Assim, a prevenção e o controle dos riscos ergonômicos não são apenas uma necessidade, mas também uma exigência da legislação trabalhista.

O Ministério do Trabalho e Emprego, juntamente com entidades e associações trabalhistas, desenvolveu uma série de normas que as empresas devem seguir para proteger a saúde dos trabalhadores.

O elevado número de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais causados pelos riscos ergonômicos, levou à elaboração da NR-17, uma norma regulamentadora especialmente para a ergonomia no trabalho.

O objetivo é estabelecer parâmetros que permitam adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, a fim de garantir o máximo conforto, segurança do trabalho. Para isso, a legislação trabalhista exige que seja elaborado a Análise Ergonômica do Trabalho (AET).

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