O que é AET - Análise Ergonômica do Trabalho?

A análise ergonômica do trabalho (AET) é uma ferramenta que permite aos gestores avaliar a situação real do trabalho, identificando possíveis causas e elos para problemas organizacionais. Assim, é possível realizar ações que visem corrigir falhas no ambiente de trabalho e evitar condições que contrariem ideais.

Investir nos funcionários de sua empresa é, sem dúvida, o segredo de várias organizações de sucesso. Porque eles oferecem bem-estar e saúde, e como resultado, colhem uma melhora na produtividade, no desempenho e na satisfação dos colaboradores, consequência de uma análise ergonômica do trabalho bem executada. Cuidar do colaborador pertence a uma cultura organizacional saudável, associado com as principais tendências de desenvolvimento profissional e excelência organizacional.

Análise Ergonômica do Trabalho
Ambientes de trabalho de escritório também devem ter uma análise ergonômica do trabalho!

O que é análise de trabalho ergonômica?

A análise ergonômica do trabalho permite que você identifique, teste e verifique perfeitamente as funções e objetos utilizados por cada profissional em seu local de trabalho, além de medir os efeitos que o uso, o esforço e o descanso interferem direta ou indiretamente nos funcionários em seu dia a dia de trabalho.

Portanto, os riscos ergonômicos que o equipamento utilizado para realizar as atividades pode oferecer, assim como a forma como eles são usados, podem ser vistos; também avaliamos o meio ambiente, o impacto que cada elemento, da iluminação à temperatura, pode prejudicar os trabalhadores e até enfraquecê-los.

As empresas que contratam funcionários que realizam atividades de risco devem fazer isso individualmente para cada funcionário. Essas ações podem ser de condução, manipulação de materiais e tarefas que exigem esforço muscular excessivo – ações dinâmicas ou estáticas de um ou mais membros do corpo. As influências psicológicas são avaliadas de maneira semelhante, pois afetam o nível de esgotamento mental que essa atividade pode causar.

Vale ressaltar que o AET é gerenciado e regulamentado pela NR 17 do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), que estabelece parâmetros que permitem adequar as condições de trabalho às características físicas e mentais dos trabalhadores. Isso garante máxima segurança, conforto e o desempenho eficiente de suas funções.

Como a Análise Ergonômica do Trabalho pode ajudar a diminuir os níveis de absenteísmo do trabalho?

O processo da análise ergonômica do trabalho ajuda a identificar as tarefas, atividades, equipamentos e lugares que são mais perigosos para os funcionários, o que pode levar à demissão, problemas de saúde, desmotivação profissional entre os membros da equipe e solicitações de afastamento.

Com a devida identificação, é possível implementar medidas, tanto preventivas quanto corretivas, que visem à resolução e otimização de tais elementos, melhorando o ambiente corporativo e garantindo bem-estar, aumentando a produtividade e desempenho dos colaboradores e, assim, reduzindo a falta de colaboradores devido a problemas físicos ou mentais, devido à inadequação nesses pontos. Ou seja, reduzindo o nível de absenteísmo e o risco de acidentes no trabalho.

Quais são os benefícios que a Análise Ergonômica do Trabalho?

A análise ergonômica do trabalho influi no aumento e o retorno do investimento feito em cada funcionário (conforme a rotatividade de pessoal diminui), entre outros fatores, observa-se melhora no desempenho das funções. Para entender, as grandes empresas já receberam em média US $ 4 por cada dólar investido em ergonomia (Revista Exame, 1995).

Ginástica Laboral medida preventiva na Análise Ergonômica do Trabalho
Ginástica laboral como medida preventiva a acidentes ergonômicos!

A alta rotatividade de pessoal é cara para o empregador, uma vez que a contratação, o registro, o treinamento e o desenvolvimento de funcionários exigem grandes investimentos financeiros, tempo e esforço; e quando são demitidos, esses recursos são perdidos. Com o uso adequado do AET, você pode melhorar seu local de trabalho e funções, garantindo que os funcionários continuem a desempenhar suas atividades por um período maior, reduzindo custos, melhorando os resultados e compensando os investimentos.

Com o uso adequado da análise ergonômica, você pode obter outros benefícios, incluindo:

• A diminuição ou até a extinção de multas ou ações trabalhistas impostas por funcionários que tiveram problemas de saúde devido ao seu trabalho e atividades;

• Melhora na satisfação dos colaboradores;

• Reconhecimento dos funcionários sobre o cuidado da empresa para com eles;

• Melhorar os padrões de qualidade e segurança do trabalho adotados pela empresa;

• Melhora na produtividade devido à satisfação dos funcionários e na melhoria dos processos;

• Maior envolvimento – devido ao respeito estabelecido, o funcionário sente-se apoiado e desenvolve seu comprometimento e envolvimento no trabalho da empresa;

• Maior responsabilidade pelos resultados, pela compreensão de que a empresa está reconhecendo o potencial humano de cada um.

Leia mais: O que são os acidentes ergonômicos?

Quem pode elaborar uma AET?

A norma regulamentadora NR 17 não define critérios para um especialista qualificado para elaborar análises ergonômicas. Então, o que a norma diz sobre esse profissional? De acordo com o item 13.1.1 do Manual de Perícias Médicas do INSS, a nomeação e seleção de um perito é livre para o juiz por meio de certificação, conhecimento técnico e registro no órgão de classe responsável pelo especialista que conduzirá a análise.

Portanto, deve-se entender que os órgãos de inspeção aceitam apenas as análises feitas por profissionais de áreas especializadas em ergonomia, tais como: projetistas, fisioterapeutas, engenheiros de segurança, educadores físicos e outros. Assim, pessoas não qualificadas são impedidas de realizar análises incorretas, o que pode levar a um risco ainda maior quando não realizadas corretamente.

O que você precisa para se tornar um ergonomista?

Os interessados ​​em trabalhar nesta profissão devem ser submetidos a uma pós-graduação lato sensu em ergonomia por pelo menos 360 horas, segundo a Associação Brasileira de Ergonomia. O que é ótimo permite que especialistas de diferentes cursos se especializem e enriquecem a área.

Para um profissional que está interessado em se tornar um ergonomista, é interessante que também esteja à procura de um diploma em áreas relacionadas, como engenharia, medicina, fisioterapia e outros. Além da complementação de conhecimento do curso de graduação, o conhecimento do curso de ergonomista será útil nas atividades diárias.

Os empregadores também devem estar atentos e interessados ​​em profissionais que tenham um diploma de bacharel nas áreas acima mencionadas, a fim de melhorar a qualidade e a segurança das análises elaboradas, evitando problemas causados ​​por diagnósticos errôneos e, portanto, tomando medidas desnecessárias ou prejudiciais.

Qual é a diferença entre análise e relatório de trabalho ergonômico?

Para respondermos essa questão, precisamos usar a NR 17, cujo objetivo é criar parâmetros para boas condições físicas e psicológicas no ambiente de trabalho. A NR 17 indica que a avaliação e adaptação das condições de trabalho devem ser realizadas pelo empregador, elaborando uma análise ergonômica do trabalho, levando em conta as condições de trabalho de acordo com as normas regulamentadoras.

Assim, o termo utilizado na norma é a análise, que é a base para determinar as condições de trabalho, os processos utilizados na atividade, o ambiente e sua relação com o bem-estar físico e psicofisiológico de todos os envolvidos nos processos analisados.

O laudo ergonômico consiste em um documento que é normalmente solicitado por um juiz no caso de ações trabalhistas, a fim de confirmar as condições em que o funcionário realizou suas atividades. Portanto, a análise ergonômica é obrigatória e é determinada pela NR-17, e o laudo ergonômico não possui a mesma natureza da obrigação, que é exigida apenas no caso de ações trabalhistas ou, se necessário, documento similar.

Cabe ressaltar que a análise ergonômica do trabalho visa otimizar as condições de trabalho dos funcionários, o que lhes permite ter uma melhor qualidade de vida e sentimento de bem-estar em seu ambiente laboral. Também beneficia a empresa, pois os funcionários podem aumentar sua produtividade e até mesmo sua motivação no desempenho de suas funções e trabalhos, além de minimizar os riscos de acidentes e outros problemas.

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